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Inflação dos Alimentos no Cenário Atual

A inflação do mês de setembro, no valor de 0,64%, ficou acima das expectativas. Em 12 meses, o IPCA acumulou uma alta de 3,14% e, no ano, 1,34%. O grupo que mais influenciou esse aumento foi alimentação no domicílio, com uma valorização de 9,17% no ano. A forte demanda internacional por commodities, em especial alimentos, vem pressionando alguns itens essenciais no consumo das famílias. A tabela a seguir destaca que óleo de soja (+51,29%), arroz (+40,67%), feijão (+34,48%) e leite longa vida (+30,39%) tiveram aumentos expressivos. Em paralelo, as exportações físicas de alimentos no acumulado de janeiro a setembro de 2020, em relação ao mesmo período do ano anterior, aumentaram significativamente, com arroz sem casca (+28,1%), soja (+30,3%), leite, creme de leite e laticínios (+24,1%). De fato, o avanço das exportações físicas e a forte valorização do dólar ampliaram o repasse de preços desses itens ao consumidor final, mesmo em um ambiente de recessão econômica.

Fontes: IBGE e Secretaria do Comércio Exterior.

Outra fonte de inflação preocupante para os índices de preços são os bens industriais, principalmente em virtude da valorização do minério de ferro no mercado internacional. As exportações de ferro-gusa, pó de ferro ou aço e ferro-ligas aumentaram em 32,7% entre janeiro a setembro de 2020 em relação ao mesmo período do ano anterior. A falta de insumos na área industrial e embalagens estão dificultando a retomada da atividade produtiva. Contudo, em nosso cenário de referência esse choque é temporário, mas entender e acompanhar sua evolução é fundamental. Cabe destacar que maiores riscos inflacionários derivados de novas depreciações no Real podem alimentar o processo de reajustes de preços e prejudicar a manutenção da taxa de juros em patamares historicamente baixos. Dessa forma, a manutenção de uma Selic em níveis de aproximadamente 2,0% ao ano pode estar ameaçada caso ocorra uma contaminação da atual pressão de preços nas expectativas de inflação de longo prazo.

O gráfico a seguir descreve o forte aumento nas expectativas de inflação para o final de 2020 e sua influência na dinâmica do mercado de juros futuros DI, em especial nos contratos com vencimento em janeiro de 2023. Torna-se fundamental acompanhar e analisar os impactos de uma inflação maior no curto prazo na curva de juros futuros, pois uma maior pressão nos preços domésticos, aliada a uma taxa de câmbio desvalorizada, pode pressionar os juros de nossa economia gerando um maior desafio para o processo de reequilíbrio das contas públicas a partir de 2021.


Fontes: B3 e Focus/BCB.

Por que os gestores precisam estar atentos aos índices macroeconômicos?

Saber para que lado o vento sopra. Entender que caminho a economia do país, e também o mercado internacional, estão seguindo. Essas informações, principalmente a interpretação delas, têm se tornado um grande diferencial de mercado.

É fato que nenhuma empresa vive em um ciclo fechado, as influências são múltiplas, logo, não se pode permitir ignorar os acontecimentos externos. No entanto, a grande questão está na análise, é preciso estudar com profundidade quais serão as consequências diretas e indiretas desses movimentos.

Hoje, dentro das empresas, os tomadores de decisão, além das competências de gestão de ordem prática, precisam estar constantemente atentos a esses índices. A tarefa é correlacionar o que acontece lá fora com a realidade interna. Tarefa nada fácil para quem tem uma engrenagem inteira nas mãos.

Outro complicador para essa tarefa são as múltiplas fontes de informações que precisam ser cruzadas. As empresas precisam estar atentas se os mercados estão em retração ou expansão; como caminha a inflação, que repercutirá diretamente nos custos; como anda o comportamento dos preços, a renda per capita, a política salarial; que pé está a renda e o custo de vida dos consumidores. Esses são apenas alguns aspectos essenciais para o planejamento e gerenciamento de um negócio.

Ainda podemos entrar no domínio e conhecimento sofre os recursos disponíveis: como anda a taxa de juros? Há fontes internas e externas para empréstimos disponíveis? Qual é a melhor opção ao analisar a macroeconomia? O governo tem programas de incentivo que se encaixam no meu projeto?

É possível concluir que, apesar de ser essencial, a análise macroeconômica com aplicação personalizada não é nada simples. Por isso vamos relacionar aqui alguns índices que não podem ser esquecidos e precisam estar no radar constante dos gestores.

PIB

É essencial que se saiba quanto o país produziu no intervalo de um ano. O PIB é uma medida essencial para balizar se a economia está expandindo ou encolhendo. Na recessão dos anos 2015 e 2016 o PIB chegou a cair 7% e a lenta recuperação de nossa atividade produtiva indica que as empresas ainda sofrem com um mercado retraído.

Índices de consumo

Uma das formas mais eficazes de medir a febre da economia são por meio dos índices de consumo das unidades familiares, que inclusive são um dos pilares do cálculo do PIB. Para termos uma ideia de sua importância, o consumo das famílias responde por cerca de 60% do PIB. Ou seja, esse motor de crescimento está muito mais alinhado com a queda dos juros, expansão do crédito e a retoma da confiança dos consumidores.

Desemprego

Não há nada que preocupe mais um país que ver seus índices de desemprego ladeira acima. Elevadas taxas de desemprego indicam uma ociosidade da força de trabalho. O maior desafio de nossa economia consiste em combater a elevada taxa de desemprego e retomar o nível de renda das famílias brasileiras.

Inflação

As empresas privadas precisam se orientar através do bom funcionamento do sistema de preços da economia. Em períodos de inflação elevada, os mercados deixam de ser um sistema eficiente e a economia pode entrar em recessão.

Taxa de juros

A taxa de juros é o preço do dinheiro em diversos mercados. Para os macroeconomistas, a taxa de juros Selic, formada no mercado bancário, é a mais importante e referência para a formação de diversos preços do dinheiro.

O valor do dinheiro é algo importante para o dia a dia da empresa, por isso acompanhar a taxa de juros é algo até mais prático que estratégico, no entanto, os movimentos dessa variável podem dizer muita coisa sobre investimentos futuros e planejamento a longo prazo.

Esses são apenas alguns parâmetros básicos para a análise da direção do vento. As empresas têm profissionalizado esses estudos e mitigado as perdas pela falta de análise desses cenários. A Valuup oferece projetos personalizados que aprofundam todos os impactos possíveis no curto, médio e longo prazo. Estudos como esse amplificam e dão segurança às empresas. Cada vez mais é preciso tomar decisões baseados na realidade da empresa e nos índices macroeconômico e assim, não ir de encontro ao vento, por falta de informação e interpretação.